terça-feira, 26 de julho de 2011

O início de uma jornada

Desde pequena estou destinada ao intercâmbio aos 17 anos. Meus dois irmão foram - o mais velho para os EUA e o outro para o Canadá - e apesar das complicações, aprenderam muito com isso. Além de ganhar independência, eles fizeram parte de uma outra cultura, mais "individualista", em todos os sentidos. Além disso, souberam pela primeira vez lidar sozinhos com seus problemas e diferenças.
Quando minha mãe era jovem, meus avós receberam um intercambista americano. O Patrick se apaixonou não apenas pela família, mas também pelos costumes brasileiros: o carinho, a comida, as danças, e essas coisas que estamos acostumados, mas só valorizamos quando lá fora. Resultado: ele virou da família! sempre manteve contato e vinha ao Brasil constantemente.
Quando eu completei 14 anos, ele se ofereceu para que eu me hospedasse na casa dele quando fosse para o intercâmbio. Nada melhor! Afinal, eu não passaria pelos perrengues que os meus irmãos passaram, e poderia pegar fluência em inglês e aprender uma nova cultura em um casa onde estariam me recebendo de boa vontade, não apenas por dinheiro, como foram várias histórias que já ouvi por aí.
Três anos se passaram e cá estou eu, prontinha para viajar! Depois de um ano de planejamento, a maior dor de cabeça para tirar o visto de estudante, e meses arrumando toda a papelada para o governo americano, só falta finalizar a mala e em poucos dias estarei embarcando!
É claro que nem tudo são flores. É muito difícil me despedir de todos que marcaram a minha vida até hoje. Não está sendo nada fácil! Mas esse é o início de uma jornada.

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